Saúde também para homens - Parte II



A cada 3 pessoas que morrem no Brasil, 2 são homens; A cada 5 pessoas que morrem de 20 a 30 anos, 4 são homens.

De acordo com a publicação Saúde Brasil 2007, os homens correspondem por quase 60% das mortes no país. Das 1.003.350 mortes ocorridas em 2005, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino – 57,8% do total. Assim, a cada três pessoas que morrem, duas são homens, aproximadamente. A principal causa de mortes dos homens (veja tabela) foram as Doenças Isquêmicas do Coração, entre elas o infarto agudo do miocárdio. Ao todo, 49.128 homens faleceram por esse motivo. As doenças cerebrovasculares foram a segunda causa de morte para os homens, com 45.180 óbitos. Na sequência, estão os homicídios – 43.665. O padrão de ocorrência de mais mortes de homens do que de mulheres repete-se em todas as regiões.

Taxa padronizada de mortalidade (por 100 mil hab.) no sexo masculino, segundo principais causas específicas, Brasil, 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005

Doenças
1980
1985
1990
1995
2000
2005
variação %
Doença isquêmica do coração
73,1
71,5
65,2
61,5
54,3
54,7
-25,2
Doença cerebrovascular
76,2
74,7
68,6
64,9
51,6
50,3
-34,0
Homicídios
23,4
29,3
41,7
44,1
48,6
47,2
101,4
Outras doenças cardíacas
59,4
53,3
48,9
48,6
35,9
34,2
-42,5
Acidentes de transporte
29,7
32,1
33,2
35,4
28,4
32,7
9,8
Pneumonia
31,8
29,1
29,1
28,8
23,4
23,4
-26,6
Outras violências
41,6
43,7
33,9
33,3
28,9
22,8
-45,3
Doenç crônica fígado/cirrose
15,7
15,8
15,4
16,7
19,1
19,5
24,1
Diabetes mellitus
9,6
10,4
12,2
14,7
17,8
19,5
103,6
Doença hipertensiva
14,1
14,0
12,4
12,6
13,2
17,6
24,9
Neopl traquéia, brônquios e pulmão
10,9
11,7
12,3
13,4
12,1
13,4
22,3
Neoplasia da próstata
5,9
6,1
6,9
8,9
9,0
11,4
95,1
Neoplasia do estômago
13,2
11,8
10,6
10,3
8,6
9,0
-31,5
Outras doenç aparel circulatório
13,3
9,9
9,4
9,1
8,0
8,1
-38,8
Doença por HIV
-
-
-
15,6
9,0
8,1
-48,1
Deficiências nutricionais
8,8
7,9
5,4
4,3
7,3
7,5
-14,5
Suicídios
5,3
5,5
5,5
7,3
6,4
7,4
39,0
Septicemia
4,8
5,9
6,1
6,8
6,5
7,1
46,6
Neoplasia do esôfago
5,6
5,1
5,0
5,2
5,0
5,6
0,4
Neoplasia do cólon,reto e ânus
3,6
3,3
3,5
4,1
4,3
5,4
50,6
Quedas acidentais
2,7
2,7
4,7
5,5
3,6
5,3
95,0
Tuberculose respiratória
8,9
5,8
5,2
5,6
4,3
3,4
-61,4
Neoplasia do pâncreas
2,4
2,4
2,6
2,8
2,7
3,2
31,6
Leucemia
2,9
2,9
2,7
2,8
2,9
3,2
11,4
Doença de chagas
8,2
7,0
5,9
4,8
3,6
3,2
-61,1
Doenças infecc. intestinais
27,8
16,7
11,4
7,8
3,8
3,2
-88,6
Neoplasia da laringe
2,9
2,9
2,7
3,1
2,6
3,1
7,3
Úlcera do estômago e do duodeno
3,7
3,1
2,9
2,9
2,2
2,1
-43,0
Hepatite por vírus
0,9
0,8
0,6
0,7
1,1
1,6
76,0
Febre reumát./doenç reumát coração
1,5
1,1
1,0
0,9
1,0
0,9
-41,4
Acidentes por fogo e chama
1,2
1,1
1,0
1,0
0,8
0,6
-51,3
Gripe
0,4
0,2
0,3
0,1
0,1
0,1
-63,8
Tétano
0,9
0,8
0,5
0,4
0,2
0,1
-87,7
Sarampo
2,0
0,7
0,3
0,0
0,0
0,0
-100,0

Fonte: SVS/MS

Câncer de próstata está entre os mais frequentes

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que 49.530 homens tenham câncer de próstata em 2009. Esse número representa 52,43 casos da doença a cada 100 mil homens. Assim o câncer de próstata está entre os mais frequentes, só superado pelo câncer de pele não-melanoma. Ainda de acordo com o Inca, a taxa de mortalidade por câncer de próstata passou de 6,31 para 13,93 de 1979 para 2006, um aumento de 120% (veja tabela abaixo).

Taxas de mortalidade por câncer de Próstata, brutas e ajustadas por idade, pelas populações mundial e brasileira, por 100.000 homens, Brasil, entre 1979 e 2006.
Localização Primária da Neoplasia Maligna
Nº de casos
Pele Não Melanoma
Próstata
Traquéia, Brônquio e Pulmão
Estômago
Cólon e Reto
Cavidade Oral
Esôfago
Leucemias
Pele Melanoma

Fonte: INCA- Incidência do Câncer no Brasil, Estimativa 2008 e 2009
Outras localizações

55.890
49.530
17.810
14.080
12.490
10.380
7.900
5.220
2.950
55.610
Fonte: INCA- Incedência do Câncer no Brasil, Estimativa 2008 e 2009

Quanto mais falamos neste assunto, mais vemos o quanto está alarmante as enfermidades que afetam aos homens e as mortandades. Logo vemos a importancia do tema Saúde do Homem, pois quantos morrem devido a não busca de ajuda profissional?
Temos de colocar na mente dos homens que eles são tão "frageis" quanto as mulheres pois somos todos da mesma essência, temos a mesma máquina corporal e devemos cuidá-la do mesmo modo. Independente do sexo, pois todos querem ter saúde, mas nem todos querem se cuidar... Uma pergunta eu sempre me faço: Quem disse que homem tem de ser sempre forte, que não chora? Disseram para eles que também não devem ir ao médico, ou que são imortais? Por favor vocês que tem maridos, filhos, irmãos, cunhados, tios, primos, amigos, avôs, namorados, noivos, etc ... Vocês que conhecem um homem, digam para eles que não é vergonhoso se cuidar, não tem problema fazer exame de próstata, ir ao médico periodicamente; Não é vergonhoso querer Viver.
E ter saúde é essencial para manter a vida... Mostrem a esses "cabeças duras" que eles são importantes e até exemplos vivos, pois mortos só serão lembranças.

Esse recado é para ambos os sexos:

Cultivem a Saúde espiritual, pois todos aqueles que colocam sua vida nas mãos do Senhor, são fiéis a Ele e seguem seus ensinamentos terão vida com abundancia e a salvação Eterna!
Fiquem na Paz!!!

A história do álcool - como começou o uso das substâncias psicoativas em nosso país



Quando os portugueses chegaram ao Brasil, no início da colonização, descobriram o costume indígena de produzir e beber uma bebida forte, fermentada a partir da mandioca, denominada cauim. Ela era utilizada em rituais, em festas, portanto, dentro de uma pauta cultural bem definida. Os índios usavam também o tabaco, que era desconhecido dos portugueses e de outros europeus. No entanto, os portugueses conheciam o vinho e a cerveja e, logo mais, aprenderiam a fazer a cachaça, coisa que não foi difícil, pois para fazer o açúcar a partir da cana-de-açúcar, no processo de fabricação do mosto (caldo em processo de fermentação), acabaram descobrindo um melaço que colocavam no cocho para animais e escravos, denominado de “Cagaça”, que depois veio a ser cachaça, destilada em alambique de barro e, muito mais tarde, de cobre.
A cachaça é conhecida de muito tempo, desde os primeiros momentos em que se começava a fazer do Brasil, o Brasil. O açúcar, para adoçar a boca dos europeus, como disse o antropólogo Darcy Ribeiro, da amargura da escravidão; a cachaça para alterar a consciência, para calar as dores do corpo e da alma, para açoitar espíritos em festas, para atiçar coragem em covardes e para aplacar traições e ilusões. Para tudo, na alegria e na tristeza, o brasileiro justifica o uso do álcool, da branquinha à amarelinha, do escuro ao claro do vinho, sempre com diminutivos.

Qual é o lugar do álcool e das outras drogas em nossa cultura?

Veja no quadro abaixo o que dizem a respeito desse assunto dois importantes pensadores da cultura ocidental:

“Parece improvável que a humanidade em geral seja algum dia capaz de dispensar os “paraísos artificiais”, isto é, ... a busca de auto transcendência através das drogas ou... umas férias químicas de si mesmo... A maioria dos homens e mulheres levam vidas tão dolorosas - ou tão monótonas, pobres e limitadas, que a tentação de transcender a si mesmo, ainda que por alguns momentos, é e sempre foi um dos principais apetites da alma.” (Aldous Huxley, escritor inglês)

“Porque os homens são mortais e não podem se habituar a essa idéia, o néctar e a ambrosia são fantasmas encontrados em todas as civilizações. Plantas mágicas, bebidas divinas, alimentos celestiais que conferem imortalidade, as invenções são múltiplas e todas, na falta de sucessos práticos, expressam e traem o terror diante da inevitável necessidade”. (Michel Onfray, filósofo francês)

Não depende sempre da vontade o desejo de beber, pelo menos em muitos casos. Antes, é uma imposição; um estranho e imperioso chamado como a suavidade do canto de sereia que encanta, enfeitiça e enlouquece. Mas, nada é tão simples assim, a bebida está bem entranhada na cultura brasileira. O ato de beber faz parte da nossa maneira de ser social. Sendo assim:

Cada povo, cada grupo social, cada pessoa tem a sua condição de responder a determinados estímulos produzidos em seu meio, ou externos a ele. Em outros termos, podemos dizer que temos uma pauta cultural em que as coisas são normalmente dispostas. Por exemplo, o licor na festa de São João, o vinho no Natal, a cerveja no carnaval e assim por diante, não que sejam exclusivas, mas as mais representativas de cada uma dessas festas.
A cachaça é uma bebida forte e íntima da população. Tem baixo custo e, com pouco dinheiro, pode-se beber o suficiente para perturbar a si e aos demais que estiverem à sua volta.

É a forma social e individual de beber que está em jogo, quando se fala em consumo de álcool, já que há uma larga disposição social para consumí-lo na formas das mais diversas bebidas - destiladas ou fermentadas, fortes ou fracas.

É preciso ver o álcool no conjunto da vida social e não só na das pessoas, e sobretudo, não só em si mesmo, como muita gente o faz, ou seja, considera o álcool um agente autônomo e o culpa por suas conseqüências, como se fosse um ser animado que agisse por conta própria. No sentido oposto, é preciso ver a disposição social para o consumo de drogas e se perguntar: por que as pessoas procuram as drogas? Por que as pessoas bebem? E, também perguntar: se usam drogas, e dentre elas o álcool, por que as consomem desta ou daquela maneira? Moderada ou abusivamente?
Por que será que sob o efeito da mesma quantidade de álcool, algumas pessoas ficam alegres, outras ficam agressivas ou mesmo violentas? Por que será que um derivado opióide como a meperidina, por exemplo, para algumas pessoas é apenas um analgésico potente e para outras, além desse efeito, é uma fonte de prazer a ser buscada de forma repetida?

E ainda: por que uma mesma pessoa sente de maneira diferente os efeitos de uma mesma droga, em diferentes circunstâncias e contextos?
O que se pode concluir daí, e que tem sido apontado por estudiosos do assunto, é que os efeitos de uma droga dependem de três elementos:

* Suas propriedades farmacológicas (excitantes, depressoras ou perturbadoras);
* A personalidade da pessoa que a usa, suas condições físicas e psíquicas, inclusive suas expectativas;
* O conjunto de fatores ligados ao contexto de uso dessa droga, tais como as companhias, o lugar de uso e o que representa esse uso socialmente.

O alcool é:
A droga mais consumida no Brasil;
A droga mais relacionada a danos diretos e indiretos à saúde da população;
A droga mais negligenciada, do ponto de vista das práticas preventivas, diagnósticas e de tratamento pelos profissionais de saúde.


Fonte: SUPERA


Basta ver as noticias vinculadas pela TV, rádio e jornais, quantas pessoas famosas, autoridades, pessoas comuns tendo a vida, carreira, famílias, etc sendo destruidas pelas drogas; mas principalmente pelo alcool que é uma substancia que tem um alto indice de tolerancia social.